A altura de um apartamento no prédio altera, sim, a incidência de sol e a ventilação, o que impacta diretamente a necessidade de climatização e iluminação artificial. Embora não exista uma regra universal, o andar escolhido modifica o comportamento térmico da unidade, exigindo atenção durante a escolha do imóvel.
Unidades localizadas nos andares mais altos, especialmente as coberturas ou apartamentos logo abaixo, recebem sol por um período mais extenso. Como não há outros edifícios ou barreiras físicas imediatas projetando sombra, o teto e as paredes externas absorvem calor durante o dia inteiro. Em cenários hipotéticos de duas unidades idênticas, uma no segundo andar e outra no décimo quinto, a unidade superior tende a registrar temperaturas internas mais elevadas durante o verão, o que eleva o uso de aparelhos de ar-condicionado. Já em andares baixos, o sombreamento provocado por árvores ou construções vizinhas pode reduzir a carga térmica de resfriamento, mas pode criar a necessidade de luz artificial por mais horas, já que a claridade natural é restringida.
A velocidade e a frequência do vento aumentam conforme nos afastamos do solo. Apartamentos em andares elevados costumam ser mais ventilados devido à menor resistência aerodinâmica. Em épocas de temperaturas amenas, essa circulação natural de ar reduz a dependência de ventiladores e climatizadores. Por outro lado, em regiões onde o inverno é rigoroso, a ventilação constante pode ser um complicador, aumentando a perda de calor interno e forçando o uso de aquecedores elétricos. O andar baixo, protegido pelo entorno, sofre menos com a incidência direta de ventos fortes, mantendo uma temperatura mais estável, porém, muitas vezes, dependente de circulação mecânica de ar.
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É um erro comum considerar apenas o andar como determinante para o gasto energético. Fatores técnicos específicos da construção possuem um peso muito maior no consumo do que a altitude:
Ao analisar o consumo energético de um apartamento, observe o entorno imediato e a planta técnica. Verifique se o prédio possui sombreamento natural ou se há edifícios próximos que bloqueiam a circulação de ar. Observe a posição das janelas em relação ao caminho do sol — nascente ou poente — e verifique se a vedação das aberturas é adequada para a altitude em questão. Ao visitar o imóvel, solicite a planta de insolação para entender como a luz incidirá nos cômodos principais ao longo do ano. Avalie esses dados com um engenheiro ou arquiteto caso precise de um diagnóstico preciso sobre o comportamento térmico da unidade.